UFRJ descobre o vírus mayaro, 'primo' do chicungunha, no estado do Rio


Testes de laboratório mostraram que vírus mayaro pode ser transmitido tanto pelo Aedes quanto pelo pernilongo comum (Culex), o que potencializa o risco de epidemia Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo


RIO — Uma nova ameaça à saúde pública assombra o estado do Rio: cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro ( UFRJ ) descobriram que um vírus com sintomas semelhantes aochicungunha pode provocar uma epidemia no Sudeste.


Ambos têm características semelhantes, como intensas e incapacitantes dores nas articulações, que se prolongam por meses. Não há vacina ou qualquer tratamento específico.

Testes de laboratório mostraram que o vírus pode ser transmitido tanto pelo Aedes quanto pelo pernilongo comum (C ulex ), o que potencializa o risco de epidemia, destaca Amílcar Tanuri, coordenador do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, onde o estudo foi realizado.


Confundido com o chicungunha, o mayaro está no Rio desde 2016. E a gravidade da descoberta é que os casos são autóctones. Isto é, as pessoas foram infectadas aqui, não viajaram para regiões endêmicas. Até agora, são conhecidos três casos, todos de Niterói.


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