Dia do Médico: conheça histórias de quem salva vidas no SUS

Em celebração à data, Secretaria de Saúde traz relatos de profissionais que amam a medicina


A principal missão deles é salvar vidas, mas a rotina diária de quem escolheu a medicina como profissão vai além da técnica ensinada nas universidades. Empatia, carinho, respeito, preocupação, alegria e incertezas são alguns dos sentimentos vividos todos os dias por esses profissionais que dedicam a vida a cuidar do outro. No dia 18 de outubro, quando se comemora o Dia do Médico, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) conta um pouco da história dos profissionais que integram as unidades da rede estadual de Saúde trabalhando pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


Há 35 anos atuando no Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV), na Penha, na Zona Norte do Rio, o médico Clávio Luiz Ribeiro Filho, de 68 anos, já ajudou a salvar muitas vidas. Desde 2012, o médico formado em 1980 coordena a emergência da unidade, que atende uma média de 4 mil pessoas por mês. O profissional explica que o exercício da medicina é o conjunto do aprendizado universitário e da personalidade do profissional.


- Quando resolvi prestar vestibular para medicina, eu ainda não tinha consciência de tudo que é necessário para ser um médico. Dentro do ensino médico, vamos vivenciando cada etapa, e esses momentos vão formar a personalidade do profissional. Desenvolvemos isso no período em que estamos estudando, mas também trazemos da vida a compreensão do que é ajudar alguém, entender o sofrimento e as necessidades de alguém. Isso é o que forma o perfil do profissional médico – afirmou ele.


Uma vida sem rotina, com muita correria e poucas horas de sono. Assim é o dia a dia de quem escolheu a medicina como profissão. E não é diferente para aqueles que se dedicam a cuidar dos primeiros anos de vida das pessoas. Pediatra há 17 anos, Melissa Monção e Silva, de 44 anos, é filha de médicos e cresceu dentro do ambiente hospitalar. Atualmente, ela coordena a emergência pediátrica do Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT).


- Eu nunca tive outra opção de profissão na minha vida. Cresci numa família de médicos, pai e mãe médicos e uma mãe que sempre foi meu maior orgulho. Acompanho ela desde pequenininha no hospital e no ambulatório. Por causa dela, eu quis fazer medicina e escolhi a pediatria. Esse era meu trajeto de vida desde pequena e sigo minha mãe com muito orgulho – ressaltou a médica.


Em 2020, o mundo se viu diante de um grande desafio: a pandemia da Covid-19. A rotina intensa de trabalho, o medo de uma doença nova, o afastamento dos familiares, as perdas, foram momentos de muita luta para aqueles que estiveram na linha de frente no combate à doença. Atuando no Hospital Estadual Dr. Ricardo Cruz (HERCruz), unidade que foi referência para tratamento da Covid-19, a médica intensivista e geriatra Mikaela Batista, de 34 anos, reforça a importância do trabalho em equipe para o exercício da empatia.


- O trabalho da medicina é conjunto. Eu faço parte de uma equipe maravilhosa e de um hospital incrível. Juntos conseguimos fazer um trabalho cada vez melhor, oferecendo aos nossos pacientes, quando não há cura, conforto e consolo. Não só para eles, mas também para os familiares. Isso é muito gratificante para mim como médica, porque me dá força para continuar – destacou a coordenadora adjunta da clínica médica do HERCruz.


A frase que mais se destaca entre os profissionais da saúde é "a medicina me escolheu". Para eles, ser médico vai além da profissão, é uma vocação. Coordenador do CTI pediátrico do HEGV, o médico pediatra intensivista Daniel Hilário, de 42 anos e 17 de formado, define o que é ser médico.


- Para mim, ser médico é muito mais do que uma profissão. É algo que me realiza porque posso ajudar as pessoas no momento mais difícil que elas estão passando. Temos muitos dias difíceis, mas também temos dias felizes, e é isso que nos faz levantar todos os dias enquanto médico – conclui ele.